Ercília Gonçalves

Grupos de Supervisão - SFPF - Sistemas Familiares: A Poesia dos Fractais em Conexão com as "leis do amor"

Proposta de trabalho com grupos de supervisão para profissionais que atuam em atendimentos clínicos na área da saúde.

Após longos anos de atividades no campo PSI em Divinópolis e região, em atendimentos clínicos em consultório, ministrando cursos no campo da Terapia Familiar e Casal, desenvolvendo projetos de Orientação Profissional na área da Educação e realizando palestras em instituições diversas, despertou-me o desejo de abrir mais uma janela na minha área atuação. Desejo é uma aspiração, é um querer, uma vontade que vai tomando forma na nossa relação com o mundo e as pessoas. Entretanto, um desejo não vem sozinho, está sempre acompanhado de outro e de outro. Parece uma pedra lançada no lago, formando círculos superpostos.  Foi assim que comecei a pensar nos legados que recebi daqueles que me precederam, dos quais sou extremamente grata, aos meus pais pela vida, vida que veio de longe e, através deles, continua em mim e na minha descendência.  Aos meus mestres que me ofereceram chaves para abrir outros cômodos do meu “castelo”, contribuindo para que eu pudesse   enxergar mais longe. À minha grande amiga Adriana, companheira de todos esses percursos e que, juntas, não hesitamos na grande aventura de atravessar oceanos para beber de águas, cujas fontes encontravam-se tão distantes geograficamente.

Portanto, abrir mais uma janela, significa olhar para o que está para além dela e, simultaneamente, para outras que foi possível abrir ao longo da vida. Contemplar esses cenários é uma grande oportunidade para compreender que o “mapa não é o território”, segundo Alfred Korzybski.

Pois bem, assim do intercruzamento nos campos da sociologia e da psicologia, mais especialmente no campo da Terapia Sistêmica Transgeracional e da Psicogenealogia, obtive as bases epistemológicas para a compreensão dos sistemas familiares com as suas dinâmicas, suas “lealdades invisíveis” transmitidas, de modo sutil, de geração em geração como:  padrões relacionais, mitos, segredos, vergonhas, proibições, injustiças, bênçãos, maldições, etc.

Posteriormente, ter a oportunidade de entrar em contato com as formulações teóricas de Bert Hellinger, foi realmente um grande presente que veio “coroar” aquilo que eu ainda deveria aprender ao penetrar no terreno sagrado das narrativas de todos os sistemas familiares, inclusive nas minhas próprias narrativas.  E isso fez brotar em minha alma uma grande  conexão com as chamadas “Leis do Amor”.

Afinal, foram essas as inspirações que, atualmente, convidaram-me a desenvolver um trabalho de grupo, promovendo encontros com pessoas  interessadas no campo da Terapia Sistêmica,  motivadas em  trabalhar  com os sistemas:  Indivíduo, Casal e Família. A esses Encontros  batizei  de:

Grupo de Supervisão: “A Poesia dos Fractais” em Conexão com as “leis do amor”.

Certamente, a proposta de trabalhar com os Sistemas Familiares traz como âncora o sentimento de que as histórias contidas nos nossos “Romances Familiares” são essencialmente uma forma de expressar AMOR. Nos apaixonamos pelas nossas histórias e as contamos e recontamos, repetidamente. No intervalo dos capítulos, entre um suspiro e outro, é muito comum ouvir alguém dizer: “você não pode imaginar o que eu vivi”. Podemos imaginar o que o interlocutor nos pede com essa frase? Talvez! Mas, é com muita frequência que, nos interstícios desse discurso observamos o surgimento daquilo que Bert Hellinger denominou de “Amor Cego”, moradia do auto sacrifício e da dor. Paradoxalmente é através dele que podemos chegar ao “Amor que Cura”. É através dele que a vida flui com prosperidade. Ele é, simplesmente, generoso e delicado, renuncia a ir além dos limites possíveis; é capaz de assentir e entregar respeitosamente a cada um o “destino” que lhes coube. Na realidade, os nossos “Romances Familiares” tornam-se uma grande força e fonte de inspiração, quando cada membro sente-se reassegurado do sentimento de Pertencimento ao seu grupo. Quando todos aqueles que pertencem encontram um “bom lugar” dentro do seu sistema e reconhecem a Ordem, a Hierarquia e a precedência daqueles que chegaram antes. E, finalmente, quando for capaz de compreender que o sucesso nos relacionamentos, definitivamente, imprescinde de um bom equilíbrio nas trocas, entre o Dar e o Tomar.

Seguindo essa esteira estou convencida de que uma grande ultrapassagem poderá ser processada na vida de todos nós. Uma nova história poderá ser contada, dessa vez com conteúdo mais criativos, embalados por uma força que chamamos de fluxo do amor. Os discursos saturados e aprisionantes se apequenam para ocupar um espaço dentro do coração, pois de toda forma, foram eles um guia para se chegar até aqui. Eles oportunizaram o surgimento de narrativas mais libertadoras!

Grupo de supervisão: A poesia dos fractais revisitando os sistemas familiares sob a luz das "Leis do Amor"

PROPOSTA DE TRABALHO COM GRUPOS DE SUPERVISÃO PARA PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM ATENDIMENTOS CLÍNICOS NA ÁREA DA SAÚDE.

Por que "poesia dos fractais"?

FRACTAL, O QUE É?

Um fractal é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente auto-similares e de escala. Em muitos casos um fractal pode ser gerado por um padrão repetido, tipicamente um processo recorrente ou iterativo. Benoit Mandelbrot, matemático francês, descobriu a geometria fractal na década de 70. Os fractais estão ligados ao campo da física e da matemática chamados Sistemas Dinâmicos e Teoria do Caos, porque suas equações são usadas para descrever fenômenos que, apesar de parecerem aleatórios, obedecem a certas regras – como o fluxo dos rios.

Todos nós somos um Fractal! Somos partes de um todo maior e ao mesmo tempo esse todo maior habita em nós!

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

– Gregório de Matos

Por que revisitando os sistemas familiares sob a luz das "leis do amor"

Para reconhecer que os Sistemas Familiares são regidos pelas Leis do Pertencimento, da Ordem e do Equilíbrio nas Trocas (B. Helinger). Essas leis, chamadas “Leis do Amor”, não podem ser violadas e, quando isso ocorre, o sistema entra em colapso, surgem desordens e emaranhamentos de toda natureza, quer seja esse sistema família, escola, instituição, empresa e outros. Essas leis são, genuinamente, Leis Naturais, a exemplo de tantas outras, presentes na natureza: podemos negá-las, mas fatalmente teremos que sucumbir a elas. Elas nos alcançam!

JUSTIFICATIVA:

PROJETO SUPERVISÃO – "A POESIA DOS FRACTAIS"

A POÉTICA DOS FRACTAIS COMO METÁFORA DOS “ROMANCES FAMILIARES”.

Objetivo:

a) Discussão de casos clínicos, cujos desdobramentos favoreçam o desenvolvimento de posturas sistêmicas para todos os Sistemas em ação: Terapeuta e Cliente. Propõe-se, através das narrativas trazidas, uma leitura ampliada dos sintomas apresentados, leitura esta que privilegie os contextos e as interações de toda natureza. Ou seja, um olhar que considera a complexidade que envolve todos os fenômenos. Complexidade: do grego através do latim: plexos = tecido – e a partícula com = junto. Ou seja, aquilo que é tecido junto.

b) Oferecer subsídios teóricos e práticos aos profissionais que atuam no Campo da Psicologia e Saúde.

c) Desenvolver Posturas Sistêmicas

d) Gerar movimentos convidativos ao fluxo das “Leis do Amor”

(Sabedoria hellingeriana)

EIXOS EPISTEMOLÓGICOS

– Teoria  sistêmica

– Conceitos Hellingerianos

PÚBLICO

– Profissionais da Área da Saúde que atuam em Atendimentos Clínicos.

PROGRAMA

A Supervisão tem como eixo orientador os seguintes aportes teóricos:

– Panorama e pressupostos da TERAPIA FAMILIAR

– Pensamento Sistêmico: O Novo Paradigma da Ciência

– Teoria Geral dos Sistemas

– Principais Modelos Teóricos e Pioneiros da Terapia Familiar

– Mundo Contemporâneo / Pós Modernidade (modelos de família)

– Ciclo Vital Familiar/Família como Sistema movendo-se através do Tempo
(Estágios: Jovem Solteiro /Família sem filhos/Filhos Pequenos/Filhos Adolescentes/Filhos Adultos/Família Estágio Tardio)

– Dinâmica do Casal – Estágios da Conjugal idade: (Casamento: Término / Reconstrução)

– Psicogenealogia (história da psicogenealogia, conceitos e reflexões sobre transmissão da memória familiar)

– Transgeracionalidade: Legados, Missão Familiar, Mitos, Segredos (Baú do Sistema Familiar)

– A dinâmica dos Temores, Tremores, Raiva, Culpa e Vergonha dos Sistemas Familiares

– Metodologia pra Diagnóstico Sistêmico

– As “Leis do Amor” / Bert Helinger

METODOLOGIA/RECURSOS DIDÁTICOS

– Genograma /Genossociograma/ Esculturas/ Brasão Familiar/ Átomo Social/ Colagens/ Uso de bonecos e Metáforas.

ENCONTROS MENSAIS: 2 horas de duração (h/aula – 50 min)
Cada grupo terá o máximo de 10 pessoas e o mínimo de 7

COORDENAÇÃO

Ercília Maria Araújo Gonçalves

– Socióloga/Psicóloga
– Terapeuta, Formadora e Supervisora – Abordagem Sistêmica
– Formação pela Equipsis/BH; Cursos Intensivos nas Escolas de Roma, Milão – Itália e Núcleo Pesquisas – RJ
– Pós-graduada pela USP
– Cofundadora do CIRCULAR
– Coautora do Livro: Psicologia: Campo de Atuação, Teoria e Prática – Organizadora -Cynthia Ladvocat
– Sócia Titular da ABRATEF – Associação Brasileira de Terapia Familiar

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